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Foto: Manu Dias/SECOM

Sesab amplia número de leitos no estado

“Vamos ampliar 630 novos leitos na Bahia sem construir um só hospital”, afirmou nesta quinta-feira (6) o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, enfatizando que a estratégia desenvolvida para a implantação da gestão de leitos em todas as unidades, aliada a uma maior eficiência no sistema, vai proporcionar melhor atendimento à população.

Dentro de seis meses, segundo ele, a expectativa é que a rede pública de média e alta complexidade ganhe 560 novas vagas de enfermaria e 70 de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). Neste processo de melhoria contínua, “que envolve o engajamento de todos”, o objetivo é buscar a utilização dos leitos disponíveis em sua capacidade máxima dentro de critérios técnicos definidos, a fim de diminuir a espera para internação, transferências externas, alta hospitalar e satisfação dos pacientes e profissionais de saúde.

Para alcançar esta meta, a Sesab está promovendo, desde o dia 31 de julho último, um curso de capacitação em Gestão Hospitalar, com duração de 72 horas, voltado para diretores médicos e administrativos dos hospitais da Rede Própria. São seis meses de duração, com aulas a cada 15 dias, e certificado emitido pela Escola Estadual de Saúde Pública (EESP).

Utilizando o cenário epidemiológico dos hospitais baianos e cruzando com os dados de referência do tempo médio de permanência e ocupação dos leitos da Agência Nacional de Saúde (ANS) e do Ministério da Saúde (MS), os hospitais baianos da rede pública terão metas para o giro de leitos.

“O conceito é simples – em média, cada leito de enfermaria, UTI adulto e pediátrico deverão ser ocupados por três pacientes no mês. É claro que existem casos excepcionais e serão tratados como tal”, explicou o superintendente de Gestão dos Sistemas de Regulação da Atenção à Saúde, José Saturnino Rodrigues. Ele ressaltou ainda a diferença do tempo médio de ocupação da UTI Neonatal e Obstetrícia, pois são 15 dias e três dias, respectivamente.

Uma das unidades de referência em padrão de atendimento e gestão de leitos é o Hospital do Subúrbio. Com 313 leitos, a unidade tem, em média, 38 altas por dia, pouco acima da meta estabelecida, que seriam 30. Na avaliação do secretário, a qualidade da assistência praticada na instituição é “uma prova de que é possível fazer saúde pública com recursos limitados, bem aplicados e bem geridos, traduzindo-se, conseqüentemente, em qualidade assistencial e bem-estar para a população”.

No conteúdo programático do curso, a variedade reflete a complexidade da gestão hospitalar – administração, corpo clínico, acolhimento e humanização, economia na saúde (gestão financeira, planejamento e orçamento, noções de custos, faturamento SUS), marketing hospitalar, documentação legal, serviços estatísticos, relacionamento com órgãos como Procuradoria Geral, Tribunal de Contas e Corregedoria, auditoria do SUS, exigências da Vigilância Sanitária, relacionamento com Central de Transplantes e Hemoba, administração de materiais, engenharia clínica e manutenção, tecnologia da informação, gestão de contratos, gestão do SUS, hotelaria, higienização e lavanderia, além de coleta seletiva.

 

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