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Junho Lilás chama a atenção para a importância do Teste do Pezinho

A Apae Salvador, instituição credenciada pelo Ministério da Saúde como o único Serviço de Referência em Triagem Neonatal na Bahia, lança campanha do Junho Lilás para chamar atenção sobre a importância do teste do pezinho. Com o slogan “Eu ainda não posso falar, mas meu corpo já diz muito”, a campanha da Apae alerta para a relevância do exame, que permite a detecção de sete doenças pelo SUS (Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Doenças Falciformes e outras Hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita, Deficiência de Biotinidase e Aminoacidopatias) com apenas algumas gotinhas de sangue.

Com uma cobertura, em 2017, de mais de 88% dos bebês nascidos vivos no estado, a Apae tem a meta de atingir 90% em 2018. “A marca de 88,11% de recém-nascidos triados na Bahia representa uma das maiores coberturas desde a implantação do Programa de Triagem Neonatal em 2001. Mas sempre trabalhamos para alcançar uma cobertura maior, pois ainda existem crianças que não realizam a triagem neonatal e, todos os anos, temos que garantir que os novos recém-nascidos tenham este beneficio garantido”, destaca a médica geneticista Helena Pimentel, gerente do serviço de Triagem Neonatal da Apae Salvador.

Por que e onde fazer?

A maioria das doenças investigadas pelo teste do pezinho são assintomáticas no período neonatal (0 a 28 dias de vida) e podem levar a deficiência mental ou afetar gravemente a saúde da criança. Tratadas a tempo, a chance de que a doença não leve a sequelas é muito grande, melhorando assim a qualidade de vida dos casos confirmados e tratados.

Vale lembrar que além de colher o sangue para fazer os exames, os pais devem pegar o laudo com os resultados. “Muitas pessoas não se preocupam em pegar os resultados porque acham que, se alguma doença for diagnosticada, automaticamente a APAE entrará em contato. Nós entramos em contato sim, mas não devemos pensar assim, pois, se por algum motivo a amostra de sangue não chegar a APAE Salvador, o teste do pezinho não será realizado. Assim, é sempre necessário buscar o resultado e mostrá-lo ao médico pediatra ou à enfermeira do posto”, reforça Helena Pimentel. Em 2017, mais de 178 mil crianças foram triadas em todo o Estado da Bahia. A APAE realiza o exame dos bebes e realiza a confirmação dos casos e o tratamento adequado quando existe alteração.

O momento certo!

Além do desafio de fazer com que todos os bebês façam o teste do pezinho, a campanha Junho Lilás alerta para a importância de esse exame ser feito no período ideal, ou seja, entre o 3º ao 5º dia após o nascimento. Apenas 47% dos bebês de 2017 fizeram o exame no período ideal.

“Antes do terceiro dia, não é possível detectar determinadas doenças, por isso não é recomendado fazer a coleta. Também, quando demoramos muito para levar o bebê para fazer a coleta, que é o primeiro passo, a detecção da alteração pode demorar e, quando começarmos o tratamento já não será tão eficiente. Precisamos lembrar que o exame de triagem neonatal é realizado para prevenção de agravos à saúde do bebê”, explica a médica.

A coleta do Teste do Pezinho pode ser realizada pelo SUS em um dos 4 mil postos de saúde distribuídos em todo o Estado da Bahia ou na APAE Salvador (Alameda Verona, 32 – Pituba). Além das sete doenças cobertas pelo SUS, a APAE Salvador também realiza a triagem neonatal para demais doenças por convênio ou particular.

A parceria com os municípios

Para garantir a cobertura cada vez mais próxima dos 100% de recém-nascidos triados, e uma coleta no período ideal, a Apae Salvador conta com o envolvimento das gestões municipais e das equipes de saúde dos municípios. “A boa cobertura alcançada é decorrente da adesão dos municípios, por estes reconhecerem a importância desse programa de saúde pública e que, antes de tudo, é um direito de todo recém-nascido e um dever dos pais e do Estado”, afirma Helena Pimentel. Além disso, o tratamento e acompanhamento com equipe interdisciplinar depende do apoio dos municípios no deslocamento das famílias.

A Apae Salvador também promove capacitação permanente para as equipes dos municípios que trabalham com a triagem neonatal. Em 2017, houve capacitação em todas as nove macrorregiões do Estado, com a participação de 1.070 profissionais do SUS. “As três esferas do governo (municipal, estadual e federal) precisam trabalhar de forma coesa para que o programa tenha êxito e alcance o seu propósito. Somos, com muito orgulho, o Serviço de Referência do Estado da Bahia e realizamos um dos melhores Programas de Triagem do Brasil”, conclui Pimentel.