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Governo e pesquisadores discutem estudo sobre aumento da área irrigada no oeste

Representantes do Governo do Estado, pesquisadores e sociedade civil se reuniram na Assembleia Legislativa da Bahia para discutir o estudo científico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, e da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos., que projeta um aumento da área irrigada na região oeste da Bahia em até dez vezes. A pesquisa deve apontar a capacidade hídrica da região. Pesquisadores da Universidade do Nebraska-Lincoln e da UFV estão envolvidos no estudo desde o início de 2016. A previsão é que em fevereiro de 2019 se tenha os resultados dessa etapa e comece o trabalho de implantação do modelo, que já é utilizado no estado do Nebraska nos EUA.

O estudo é financiado pelo Governo da Bahia, por meio das secretarias estaduais do Meio Ambiente (Sema) e Seagri, e conta com o apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Programa para Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), e será apresentado também no Fórum Mundial da Água, que ocorre em março, em Brasília. Recursos no valor de R$ 3 milhões já foram utilizados. Outros R$ 3 milhões serão requeridos para a segunda etapa da pesquisa, que irá explorar as águas subterrâneas da região.

“No ano de 2050, teremos que alimentar cerca de 10 bilhões de pessoas no mundo. A população, além de crescer, está saindo da linha de pobreza. Esse aumento, aliada à urbanização, exige cada vez mais água para o consumo. Só para termos uma noção do impacto deste estudo para a região oeste, após a aplicação do mesmo na prática, teremos na área, um potencial de crescimento de, no mínimo 10 vezes, em um curto espaço de tempo, garantindo o uso múltiplo da água”, afirmou o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Vitor Bonfim, logo após o encontro, na segunda-feira (26).

Segundo ele, “infelizmente, nos últimos seis anos, o estado passou por um tempo de estiagem prolongada, além da crise financeira. Esse estudo vem para gente ter certeza e garantir ao investidor tanto da Bahia quanto ao investidor externo, que, a partir do momento que ele tiver sua outorga d’água, ou seja, o seu direito para utilização do recurso hídrico garantido pelo estado, ele vai ter a certeza que a água vai estar disponível para ele usar todos os anos, mesmo nos momentos de crise, como passamos recentemente”.

A primeira fase da pesquisa mapeou as bacias dos rios de Ondas, Fêmea e Rio Grande, que possuem respectivamente 17 mil quilômetros quadrados de bacias. “É um estudo muito complexo, que envolve avaliação de toda malha de rios, toda água subterrânea e estudos com base de dados existentes e base de novos dados. O estudo deve ter sua conclusão antecipada em dois anos, um tempo recorde”, disse o coordenador do estudo, o pesquisador e professor da UFV, Everardo Montavani. Leia mais no site da Seagri

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