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Encontro Estudantil tem espaço dedicado à contação de histórias para as crianças [22/11/2017]

Um ambiente colorido e divertido foi montado para que as crianças também possam participar do 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, que acontece até esta quinta-feira (23), com entrada gratuita, na Arena Fonte Nova, promovido pela Secretaria da Educação do Estado. No espaço ‘Contação de histórias’, educadores interagem e encantam as crianças com a arte da literatura infantil, por meio dos livros escritos por autores baianos e referenciados na realidade da Bahia, que foram editados e distribuídos pela Secretaria da Educação do Estado para as redes públicas de ensino, para contribuir com a alfabetização das crianças na idade certa, até os oito anos de idade.

Neste primeiro dia de encontro, o espaço recebeu a visita de estudantes da Educação Inclusiva, do Centro de Capacitação de Profissionais da Educação – CAS Wilson Lins. Por serem estudantes surdos, mudos e até com múltiplas deficiências, a atividade teve tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), feita por uma interprete da unidade de ensino.

Para a contadora de histórias e formadora do Pacto pela Alfabetização, projeto da Secretaria ao qual a atividade está vinculada, Márcia Mendes, participar do projeto e conviver ao lado de crianças é renovar as energias. “Nós tivemos um momento muito legal. Fiz o trabalho mais na arte de contar história. Busquei utilizar a ludicidade, a brincadeira e deixar a imaginação deles fluir. Foi uma experiência nova. Como é a primeira vez que vivo um momento deste, foi muito mais de aprender que de ensinar. Mas eu acho que eles gostaram, foram receptivos, interagiram bastante e este retorno é extremamente importante para o contador de história”, contou.

Durante os três dias de evento, estudantes da rede estadual poderão ouvir as histórias dos autores baianos da coleção Pactos de Leitura, que traz temáticas diversificadas e diferentes contextos sociais, culturais, lúdicos, artísticos, estéticos e históricos que valorizem a cultura do Estado. O autor Saulo Dourado, apresentou seu livro e contou uma história “O que não se fala em Kenakina”, e avaliou a participação no evento. “Hoje foi uma experiência maravilhosa. Tive contato com um público novo. Por coincidência, uma das histórias do livro é sobre surdos, sobre a feira do silêncio, uma história que comecei a escrever quando minha mãe começou a aprender LIBRAS. Hoje, quando abri o livro, pensei que era essa a história que iria contar. Parece que eles se identificaram porque interagiram muito bem”, festejou.

De acordo com a professora do CAS, Ileuza Matias, estes momentos são fundamentais para o processo de inclusão. “Foi um momento muito especial para os nossos estudantes. Eles interagiram muito com a história e questionaram se um dia eles também poderiam ser escritores. Foi bem motivador. Depois nós vamos refletir sobre toda esta vivência com eles no CAS”, comentou.

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