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Foto: Reprodução

Cortejo do Aniversariante comemora o Natal pelas ruas do Pelourinho

Ao som de muita música, pelo quarto ano consecutivo, o nascimento de Jesus Cristo foi comemorado pelas ruas do Pelourinho com o ‘Cortejo do Aniversariante’. Realizado na última terça-feira (19), o evento percorreu as ruas do Centro Histórico aos sons da Orquestra Museofônica, juntamente ao Grupo Eterna Juventude e o Quarteto de Sopro. Conduzido pela etnomusicóloga Emília Biancardi, o cortejo saiu do Centro Cultural Solar Ferrão e seguiu as principais ruas do bairro. O evento teve a participação de pessoas que passeavam no local, inclusive turistas.

“É a primeira vez que participo do cortejo e estou gostando muito. Acho significativo relembrar o nascimento de Jesus nesse período do ano. Os valores do que é o Natal estão sendo perdidos e valorizar essa cultura é muito importante”, disse a faturista Hionara Pires. “As pessoas não lembram o que é Natal nem a morte de Jesus nesse período do ano. Este projeto tem como objetivo mostrar o significado desta data”, declarou a integrante do Grupo Eterna Juventude, Ruth Batista.

A ação integra as atividades realizadas pelos museus da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac) localizados no Pelourinho: Museu Tempostal, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, Centro Cultural Solar Ferrão e Museu Abelardo Rodrigues.

“É uma atividade importante que marca a celebração do nascimento de Jesus e que promove a integração dos funcionários da Dimus/Ipac com os grupos culturais, pessoas que trabalham e moram na localidade, além da participação dos transeuntes”, declara Fátima Santos, responsável pela Dimus.

A museóloga Jorma Souza, integrante da Orquestra Museofônica, explica o cortejo. “Essa atividade vem retomar a celebração do nascimento de Cristo que, às vezes, fica esquecido no Natal, pois nessa época muitas pessoas se voltam mais para a questão do consumismo, de comprar presentes, e esquecem o sentido do espírito natalino”, ressalta.

Considerada como um verdadeiro museu cênico, A Orquestra Museofônica foi criada em 2012 e surgiu a partir da ideia da museóloga Ana Liberato em criar uma orquestra com os colaboradores dos museus sob a direção da DIMUS/Ipac, objetivando um aprendizado sobre o manuseio e conhecimento de instrumentos musicais, suas possibilidades, musicalidades, histórico, restauração e a possível recriação.

Emília Biancardi é etnomusicóloga, professora, compositora, pesquisadora da música folclórica brasileira e especialista nas manifestações tradicionais da Bahia. Em viagens pelo mundo, adquiriu instrumentos em países da Europa, África, Américas e do Oriente e o seu interesse pelos instrumentos fez surgir a ‘Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi’ – atualmente exposta no Centro Cultural Solar Ferrão.

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