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Casos de dengue em Salvador apresentam redução de 76%

Dados da Vigilância Epidemiológica de Salvador indicam que no primeiro semestre de 2015 a capital baiana apresentou uma redução de 76% no número de casos de dengue. Entre janeiro e junho foram confirmadas 1.062 ocorrências da doença no município, enquanto no mesmo período do ano passado foram 4.344 registros.
 
O resultado positivo é atribuído ao trabalho preventivo intensificado em bairros prioritários pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) como grandes mutirões seriados de limpeza, ações de varredura, monitoramento constante e eliminação de larvas em pontos como praças, monumentos e outros tipos de logradouros públicos onde há possibilidade de acumulo de água, além de abertura de imóveis abandonados com o auxílio de outros órgãos da Prefeitura.
 
Na última segunda-feira (06), os agentes de combate às endemias iniciaram o trabalho de campo para fazer Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Até o dia 17 de julho, os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses visitarão imóveis, residências ou não, lotes vagos e terrenos baldios para identificação de criadouros do mosquito transmissor da patologia. 
 
O trabalho é fundamental para mapear onde estão os principais focos das larvas e permitir que o município saiba em quais áreas deve intensificar ações de enfrentamento. “A partir do resultado do levantamento iremos direcionar as estratégias de combate de forma mais intensa nos bairros em que forem constatados maiores percentuais de infestação, diminuindo a incidência de novos casos nessas regiões”, explicou Isabel Guimarães, coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue.
 
Vírus – As ações preventivas contribuíram também para minimizar a situação da chinkungunya e zika vírus em Salvador, uma vez que o enfrentamento das doenças é o mesmo para combater a dengue. Na capital foram registrados quatro casos de chinkungunya e as atividades de bloqueio realizadas imediatamente após a identificação dos pacientes, têm até o presente momento impedido a evolução do processo epidêmico na cidade.
 
Apesar do Ministério Saúde ter confirmado em maio, a circulação do zika vírus no Brasil, com oito casos comprovados em Camaçari, até então, não houve confirmação positiva para nenhuma das notificações da patologia em Salvador. Até o momento, a SMS notificou 15.182 casos suspeitos de zika, sendo que as amostras estão sob análise. De acordo com Enio Soares, subcoordenador da Vigilância Epidemiológica do município, a doença não oferece risco de morte e pode ser tratada em qualquer unidade básica da cidade. 
 
“Os casos de zika poderão ser atendidos nos postos da atenção básica da rede municipal, por isso não há necessidade de buscas em hospitais ou UPAs porque os sintomas são os mesmos da dengue como dores nas articulações, febre, cefaléia e vermelhidão na pele. Nossos profissionais estão preparados e qualificados para atender a população, então não existe motivos para pânico”, afirmou Soares, explicando ainda que o tratamento é feito com medicamentos para reduzir a dor, como paracetamol, e não é indicado o uso de anti-inflamatórios ou de remédios com ácido acetilsalicílico. A recuperação ocorre em até sete dias depois do aparecimento dos primeiros sinais do agravo.
Agecom Salvador
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